segunda-feira, 25 de abril de 2011

Despertar.



Em uma única experiência a sensação de múltiplas delas... em formas, cores e sabores.



Viver pede mais brutalidade que doçura, os doces são facilmente iludidos e sofrem com maior frequência.



Mas fora tomada pela doçura infantil de passar a noite sonhando com a Disney... vivendo realísticamente as adrenalinas dos "sobe e desce" de cada carrinho, sentindo o frio na barriga de cada "arranco", de cada bilhete comprado para os inéditos brinquedos... e aquele despertar...



AI AQUELE DESPERTAR.



Assim mesmo como uma criança medrosa fecha forte os olhos e tenta retomar exatamente aquele ponto do sonho onde parou o carrinho, bem no ápice, à beira do looping mais majestoso.



Mas não era pra acontecer mesmo aquele looping majestoso.



NÃO AQUELE.



Aquele talvez fosse o looping majestoso mais proibido que a criança poderia pensar em experimentar... e por isso mesmo foi forte, talvez covarde, talvez coerente, talvez sensata e mais provável, foi tudo isso ao mesmo tempo...



Pulou para o carrinho do brinquedo ao lado para afastar de vez da sua vida o looping proibido.



E assim, no brinquedinho genérico seguiu com mini loopings e mini suspiros.



Deixando guardado na caixinha de sonhos proibidos o looping majestoso.



Mas que difícil despertar.

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