terça-feira, 11 de agosto de 2015

ALGUNS INFINITOS SÃO MAIORES QUE OUTROS


Ah! O amor e essa traição a si próprio.
Como estamos ainda aquém de senti-lo sem nos repudiar, tripudiar, sofrer, delirar.
Quanto o amor te aproxima do egoísmo, do ciúme e de sentimentos egocêntricos?
Quão distantes estamos do amor verdadeiro?
Da entrega sem o medo do julgo de submissão.
Da entrega sem o medo do julgo de traição.
Da entrega sem o medo do julgo da limitação.
Da entrega sem o medo do julgo da dependência (física, psíquica, financeira).
Quanto ainda falta pra sentir aquele amor que te liberta, aquele genuíno.
É muita evolução pela frente, é longa a caminhada.
Já parou pra refletir que o fato de alguém se desligar de você pode ser um ato de puro amor?
Um ato feito não por desprezo, mas pra dar à outra pessoa a possibilidade de ser feliz?
Então, pense.
Muitas vezes a não entrega, é também um ato de amor...
Uma permissão de liberdade para ampliação de horizontes.
Os amores são muito diferentes, você sabe muito bem, você já sentiu de várias formas... e o mesmo acontece comigo, com ela, com ele, com a senhora. Enfim, alguns infinitos são realmente maiores que outros, mas o maior dos infinitos é o desejo sincero de felicidade... o desapego de si em favor do próximo, em favor da felicidade, mesmo que incompreendida momentaneamente, um dia há de enxergar que as relações de afeto vão além, muito além do simples julgamento e entendimento.
Nunca me esqueço e nunca se esqueça: Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas.