sexta-feira, 30 de março de 2007


VOCÊ NÃO VÊ?
FALO LOUCURAS, DISPO MINHAS VERGONHAS

VOCÊ NÃO SENTE O SINAL?

ESTOU COM MEDO
SE ASSUSTE COMIGO
COM ESSE MEU JEITO
SAIA E BATA A PORTA
ME DEIXE AQUI SOZINHA
EU E MEUS MEDOS...
ABRA OS OLHOS E VEJA
VEJA QUE SOU ASSIM SUJA
SEM VERGONHA
ENTÃO, VÁ EMBORA...

NÃO TROQUE A CERTA
PELA DUVIDOSA
JÁ VIVI DEMAIS, ERREI DEMAIS

EU TENHO MEDO
DESSA SUA VIDA
DESSE SEU AMOR
SE ASSUSTE COMIGO


Sexo
Gozo
Gosto
gemido entre dentes
Uivo
Suspiro
Paz
Cenas do passado
Prazer indecifrável
Desejo inalcançável
Tortura
Ferida exposta
Estratagema do ego
Gozo para não morrer...

quinta-feira, 29 de março de 2007

Confuso... como a vida...


To pensando em me jogar de cima da pedra mais alta

E nos esquecemos da cor que tinha o céu, assim

Tende piedade dos pecadinhos

Como a saudade

Insensíveis e os que sentem demais

Ou uma frase perdida

Entre o hoje e o amanhã

Vou mergulhar, talvez bater cabeça no fundo

Eu que vivo na flauta

Quero você inteira e minha metade de volta

Durma, Medo Meu

Vou dar braçadas remar todos mares do mundo

Que de tão pequenininhos não fazem mal a ninguém

Divididos entre profundos e superficiais

Quero a música rara o som doce choroso da flauta

Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo

Vivo tão pianinho

Estamos divididos

Vou virar astronauta

O que já foi e o que ainda virá

quarta-feira, 28 de março de 2007

Versos em prosa


Escrevo estes versos em prosa

Sem rimas ou rosas

Escrevo estes versos tortos

imbuídos de tédio e remorso

escrevo enfim pro tempo passar

pra alma calar

pra noite chegar e logo

acabar



Escrevo ja de saco cheio

da vida sem gosto

de tudo eu receio

Escrevo o desgosto

esperando outro agosto

e nada acontece



Escrevo de morte

que eu morro todo dia

nem que seja de agonia

Mas revivo com alegria

e chego à conclusão

que sou Dr. em ressurreição...



Insano


Calo o rumo do poema insano
Onde passos como a vida
Não nos levam deste lugar
Nada passa entre o ir e o ficar
Só o leve ...
Peso da dor

PECADOR


Não sei bem quem sou, nem o que quero... nem o que espero...
Aliás tenho duvidas até do que gosto...
Se isso me encomoda???
Não em nada...
Sou feliz do mesmo jeito, vou seguir fazendo o que quero, mas tenho que querer de verdade...
Seja la o que for...

Dar pra quem me der... na telha!
Onde eu quiser...
Pra quantas pessoas de quais sexos desejar... mas tenho que desejar...
Cheguei em uma fase em que não existem tabus, punições...
A única coisa que tenho de verdadeiramente meu... é minha vida... e por mais que existam outras por vir, ESTA É ÚNICA...
E FAÇO DELA O QUE BEM ENTENDER...

Procuro a cada dia, o máximo que posso,
melhorar em alguma coisa...
Procuro cada dia o máximo que posso
fazer o bem sem ver a quem...
Mas peco sempre e continuarei pecando...

Creio em Deus, sou cristã...
Mas estou certa de que Ele odeia o pecado...
MAS AMA O PECADOR.

Tudo ou Nada


Palavras que não se explicam,
que se confundem...
o tudo e o nada...
Tudo a mesma merda...

O que era TUDO hoje é nada...
E aos poucos, concluo...
HOJE, é tudo...

Dificil mesmo é viver o tudo, ou o hoje...
Sempre afundada nas interminações do ontem
ou anciosa pelas conquistas do amanhã...
Esqueço do HOJE...

Sintaxe à Vontade



Sintaxe À Vontade

"Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
Bem vindo ao teatro mágico!
sintaxe a vontade..."

Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto ou indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas é aposto
e eu aposto o oposto que vou cativar a todos
sendo apenas um sujeito simples
um sujeito e sua oração
sua pressa e sua prece
que a regência da paz sirva a todos nós... cegos ou não
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não
façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
sejamos também o anúncio da contra-capa
mas ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
é muitas vezes, encontrar-se com Deus
com o teu Deus
Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro e o outro no um
até porque...

tem horas que a gente se pergunta...
por que é que não se junta
tudo numa coisa só?