segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MEU PARQUE PARTICULAR!

Eu caminho entre os pecadores porque sou pecadora também.
Xingo, grito e perco a razão a cada mania besta que o meu orgulho me impõe.
Gosto das pessoas que não têm medo do erro e que acertam ao errar...
Perder o juízo é ganhar novos juízes do cotidiano. Mas pouco me importo com a opinião dos outros!
Na vida sempre existirá alguém que te acha especial e alguém que te acha um merda. Gosto das pequenas loucas que sorriem mastigando a minha pele.
Gosto de olhos angelicais e mordidas demoníacas. Admiro as pessoas que são o que são. Falam alto nos bares. Beijam apaixonadamente. E contam as piores verdades do mundo. Sinceridade pra mim é um bom afrodisíaco... Inteligência nem se fala!!!
Odeio rótulos vazios ou rótulas cansadas. Odeio moldes ou cabelos penteados. Arrumação demais é pra gente que tem tempo a perder. Eu não tenho. Meu coração é um parque de diversões aberto vinte e quatro horas.
Posso ser montanha-russa ou um carrossel – depende de como você quer brincar comigo.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

AMOR É VIDA! (mais do mesmo)


Falo desse amor livre, que enche o coração e salta aos olhos. 
Não desse querer egoísta e estúpido... esse unir de almas que quer dominar o outro como se aquele fosse uma propriedade particular. 
Falo do amor com risos e lágrimas... porque o amor dói também...
Dói, mas não fere. O amor cura.
Falo do amor que vive pelas gargalhadas. O amor que aperta em abraços e que só machuca com cócegas. Amor não é doença. Amor é anticorpos.
Falo do amor que não tem grades. Amor é grande, não grades!
Amor tem asas. Amor não tem casa. Amor é um país com flores e praias desertas. 
Feliz é quem descobre o amor e quem o amor faz descoberta.
Falo de amor, não de relacionamentos. Amor não cessa. Não cisma. Não termina.
Amor é uma linha contínua rumo ao infinito.
Eu falo de amor, não dessas frases cuspidas em saudações quaisquer. 
Amor não é palavra. Amor é olhares e calafrios.
Amor é vida.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

ALGUNS INFINITOS SÃO MAIORES QUE OUTROS


Ah! O amor e essa traição a si próprio.
Como estamos ainda aquém de senti-lo sem nos repudiar, tripudiar, sofrer, delirar.
Quanto o amor te aproxima do egoísmo, do ciúme e de sentimentos egocêntricos?
Quão distantes estamos do amor verdadeiro?
Da entrega sem o medo do julgo de submissão.
Da entrega sem o medo do julgo de traição.
Da entrega sem o medo do julgo da limitação.
Da entrega sem o medo do julgo da dependência (física, psíquica, financeira).
Quanto ainda falta pra sentir aquele amor que te liberta, aquele genuíno.
É muita evolução pela frente, é longa a caminhada.
Já parou pra refletir que o fato de alguém se desligar de você pode ser um ato de puro amor?
Um ato feito não por desprezo, mas pra dar à outra pessoa a possibilidade de ser feliz?
Então, pense.
Muitas vezes a não entrega, é também um ato de amor...
Uma permissão de liberdade para ampliação de horizontes.
Os amores são muito diferentes, você sabe muito bem, você já sentiu de várias formas... e o mesmo acontece comigo, com ela, com ele, com a senhora. Enfim, alguns infinitos são realmente maiores que outros, mas o maior dos infinitos é o desejo sincero de felicidade... o desapego de si em favor do próximo, em favor da felicidade, mesmo que incompreendida momentaneamente, um dia há de enxergar que as relações de afeto vão além, muito além do simples julgamento e entendimento.
Nunca me esqueço e nunca se esqueça: Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas.


sábado, 18 de julho de 2015

Quer mudar o Brasil? "EVOLU - A -si".



É sempre a mesma coisa. Primeiro todo o mundo põe um filtro arco-íris no avatar. Depois vem uma onda de gente criticando quem trocou o avatar. Depois vem a onda criticando quem criticou. Em seguida começam a criticar quem criticou os que criticaram. Nesse momento já começaram as ofensas pessoais e já se esqueceu o porquê de ter trocado o avatar, ou trocado o nome para guarani kayowá, ou abraçado qualquer outra causa.
Toda batalha pode ser ridicularizada. Você é contra a homofobia: essa bandeira é fácil, quero ver levantar bandeira contra a transfobia. Você é contra a transfobia: estatisticamente a transfobia afeta muito pouca gente se comparada ao machismo. Você é contra o machismo: mas a mulher está muito mais incluída na sociedade do que os negros. E por aí vai. Você é de esquerda, mas não doa pros pobres? Hipócrita. Ah, você doa pros pobres? Populista. Culpado. Assistencialista.
Cintia Suzuki resumiu bem: “Você coloca um avatar coloridinho, aí não pode porque tem gente passando fome. Aí o governo faz um programa pras pessoas não passarem mais fome, e aí não pode porque é sustentar vagabundo (…). Moral da história: "deixa os outros ajudarem quem bem entenderem, já que você não vai ajudar ninguém".
Todo vegetariano diz que a parte difícil de não comer carne não é não comer carne. Chato mesmo é aguentar a reação dos carnívoros: “De onde você tira a proteína? Você tem pena de bicho? Mas de rúcula você não tem pena? E das pessoas que colhem a rúcula, você não tem pena? E dos peruanos que não podem mais comprar quinoa e estão morrendo de fome?”
O estranho é que, independentemente da sua orientação em relação à carne, não há quem não concorde que o vegetarianismo seria melhor para o mundo, seja do ponto de vista dos animais, ou do meio ambiente, ou da saúde, ou de tudo junto.
O problema é exatamente esse: alguém fazendo alguma coisa lembra a gente de que a gente não está fazendo nada. Quando o vizinho separa o lixo, você se sente mal por não separar. A solução? Xingar o vizinho, esse hipócrita que separa o lixo, mas fuma cigarro. Assim é fácil, vizinho.
Quem não faz nada pra mudar o mundo está sempre muito empenhado em provar que a pessoa que faz alguma coisa está errada —melhor seria se usasse essa energia para tentar mudar, de fato, alguma coisa. 
Como diria minha avó: não quer ajudar, não atrapalha.
(Artigo originalmente publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, no dia 13 de julho de 2015 - pelo FODÁSTICO: Gregório Duvivier.)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Errar é um acidente. Humano é querer sempre acertar...



Parabéns, criaturas perfeitas. Vocês conseguiram! Seu empenho valeu. Por seu esforço em se mostrar superior, conseguiram evoluir à categoria dos seres alados, como os dinossauros voadores, que não mais existem, as baratas de asas e os mosquitos de banheiro que continuam aí, perseverantes em sua chatice, aporrinhando como ninguém mais.
Você que nunca erra, que tanto se orgulha de seu quilate e de sua coragem de cuspir em nossa face imperfeita sua integridade, você que adora apontar, julgar e condenar os erros alheios. Você merece um diploma, uma distinção divina, a chave de todas as cidades. Você é o melhor de nós. Afinal, quem somos nós para discordar de você?
Daqui do lado de baixo do mundo, onde resistem aqueles que ainda não chegaram ao Olimpo onde reside, impera apenas uma incerteza colossal e um desejo honesto de, entre um erro e outro, tropeçar uma hora dessas num acerto qualquer. Por menor que seja, um acerto há de nos redimir e nos manter no caminho.
É que os erros da gente são nada senão acidentes de percurso. Ninguém erra por vontade própria. Erra-se por descuido. Erros são acidentes. Humano é seguir adiante e insistir no acerto. Mas isso as criaturas sobre-humanas como você desconhecem...
Porque nunca erram, não é mesmo?
Mas aqui, enquanto tentamos dar jeito na vida, faz bem imaginar a sua figura impecável caminhando por entre as nuvens. Você que tanto se  imagina um animal formoso, uma águia americana e é menos que um urubu brasileiro. Você é uma anta do tamanho de um elefante. É que você mal sabe, criatura mesquinha e pesada, que o ódio que compartilha por aí, em comentários irresponsáveis nas redes sociais, desejando a morte de um e o sofrimento de outro, é o mesmo, escandalosamente o mesmo ódio que na esquina seguinte desaba em uma criança inocente, atingida por uma bala perdida, disparada por um cretino que também se acredita juiz da vida e da morte. As doses desse ódio podem ser diferentes, mas o sentimento é o mesmo.
E como os mosquitos de banheiro que voam de encontro ao nosso nariz, você não se enxerga. Você mal sabe, mas é um bom e velho inseto de lavabo. Pode conferir. Até nos sanitários mais limpos do mundo, desses que os maníacos por higiene mantêm impecáveis por capricho doentio, uma hora aparece, ninguém sabe de onde um tipinho curioso de voador, uma minimosca acinzentada e ridícula que pousa sobre a toalha ou num canto gelado e fica ali. inútil como o quê. É você, o idiota de asas.
Do alto da sua nulidade, não serve para nada além de causar efeito breve esvoaçando de repente na direção do nariz da gente. Pousa na parede, leva um sopro e se desfaz em gramas de cinzas. Como uma criatura feita de nada.
Seu parente mais próximo na família dos seres enfadonhos são as criaturas capazes de ponderar “ah, mas se o bichinho está ali é porque você invadiu o habitat dele!”. São os arremedos de bons samaritanos, conhecidos como “gente boazinha”, sempre agitando o estatuto de defesa das mamangabas, dos escorpiões, das sanguessugas, das baratas e dos afins.
Eu tenho medo de gente boazinha demais. De um lado, pronta a defender em retóricas inflamadas todas as criaturinhas da natureza. Do outro, capaz de jogar comida envenenada para o gato do vizinho porque não quer limpar sujeira de ninguém no seu próprio quintal.
Gente boazinha na maioria das vezes é mera caricatura das pessoas boas de verdade. Uma pretensão, um fingimento. O sujeito bonzinho é quase sempre um cínico e dissimulado. Aplaude de perto e agride de longe. Conta ao mundo que chorou com as imagens de bois e vacas no matadouro e vive na churrascaria, refestelando-se em rodízios de carne, descendo o pau no governo corrupto e contando como pagou menos imposto com a ajuda de recibos médicos forjados, reunindo a turma do clube para comprar meia dúzia de cestas básicas e levar na comunidade carente uma vez por ano, porque assim é possível renovar seu visto de gente boazinha.
Sonso completo, lobo em pele de cordeiro, o ser bonzinho é capaz das piores atrocidades. “Aiiiiii… desculpa. Enfiei a faca em você, mas foi sem querer…”. Gente do tipo que acredita que a bondade é uma utopia e que ninguém precisa mais ser bom, leal e amigo de verdade. Basta ser bonzinho e sair divulgando por aí. Alma penada, dedica seus dias medonhos a infernizar a vida daqueles que, simplesmente, não fizeram o que ele queria, não se comportaram como ele mandou, não seguiram a cartilha esquizofrênica que ele escreveu com seus recursos pequenos, seus gestos rasteiros e seu feitio de réptil. Assim é o sujeito bonzinho.
E sabe você quem são os únicos seres capazes de suportar um humano bonzinho? As pessoas perfeitas. Os seres evoluídos como você.
Por tudo isso, seres perfeitos, gente boazinha e mosquitos de banheiro são nascidos uns para os outros. Eles se merecem. Então que sejam felizes...  
E nos deixem errar, acertar e cagar em paz.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A PRESSA FICOU NA INFÂNCIA!


No estudo da Física Clássica, o tempo transcorre da mesma forma para qualquer que seja o referencial adotado. Assim, para dois corpos munidos de cronômetros, o tempo passaria da mesma forma, independentemente de um dos corpos estar em repouso e o outro em movimento.
Para a Física Moderna, intervalos de tempos para uma pessoa em altíssima velocidade, próxima à velocidade da luz no vácuo, transcorrem mais lentamente do que intervalos de tempo medidos por outra pessoa em repouso em relação à Terra. Isso significa que uma hora para um observador em repouso na superfície da Terra pode corresponder a alguns minutos ou segundos para outro observador em alta velocidade. Tal fato é conhecido como dilatação do tempo.
A dilatação do tempo já foi comprovada na prática com os satélites que orbitam o nosso planeta. Relógios no interior desses satélites, em razão da alta velocidade, sofrem pequenos atrasos em relação a relógios que se encontram na superfície da Terra.
Mas como explicar fora das ciências exatas esse tempo que ora voa, ora para dependendo principalmente das circunstâncias pelas quais estamos passando?
Ah! Como é engraçada a relatividade do tempo!
Falando em matemática, essa tal dilatação do tempo deve ser diretamente proporcional à FELICIDADE!
A minha pressa ficou na infância!
Quando Dezembro era longe e o ano demorava a passar, quando as férias eram 2 e os presentes eram fartos.
O fardo do crescimento acelera o tempo, diminui as possibilidades, aumenta as preocupações proporcionalmente às responsabilidades.
Crescer dói?
DÓI MUITO.
Minhas rugas não me preocupam nem entristecem, as dos meus pais SIM.
O tempo passa muito rápido nessa curta existência.
Não perca seus ricos segundos, eles valem ouro!
Ame, loucamente.
Rasgue-se mil vezes e outras mil e uma se cole e se refaça.
Dê importância à essência, é ela que te acompanhará rumo ao infinito.
FICA SEMPRE UM POUCO DE PERFUME NAS MÃOS QUE OFERECEM ROSAS, NAS MÃOS QUE SABEM SER GENEROSAS.
Dê o melhor de si em qualquer situação.
Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Um belo dia, um Oi!



As pessoas não estão perdidas, mas são fugitivas, frívolas buscando mil distrações, correndo de um lado pra outro com frias desculpas de excesso de tarefas unicamente para fugir do real, do essencial. Fugir da auto análise que provoca medo e muitas vezes dor.
Quem somos?
O que estamos fazendo com nosso tempo?
O que estamos fazendo com nossos amores?
Como estamos enfrentando nossas obrigações?
A maturidade nos permite ver com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade e querer com mais doçura.
Seus danos e seus ganhos dependem das perspectivas e das possibilidades, dependem da forma em que tece os fios da vida. Viver (bem como morrer) é recriar-se, a vida não existe para ser suportada, mas sim, elaborada, reprogramada, executada e muitas vezes: OUSADA.
Esse jeito pobre de "sobreviver" não comendo lixo concreto, mas engolindo todo esse lixo moral imposto por uma sociedade hipócrita, fingindo que está tudo bem...
Sonhos são feitos de espuma e até o último suspiro, a vida é um processo.
Muitas das nossas "fomes" impulsionam nossos sonhos, principalmente a fome de nos sentirmos uma espécie pensante...
Cuidar naturalmente bem de seu povo não seria a melhor das propagandas políticas?
Porém tanta gente bandida vivendo como rei e tanta gente boa crucificada (literalmente) pela tentativa de transformar o "mal" em "bem".
Desejo que a gente se divirta sem se matar, que a gente se ame sem se contaminar, que possamos aprender sem se enganar e acima de tudo que vivamos sem nos vender.