segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Eu quero um ano fácil... não. Eu quero um ano BEM FÁCIL!

Mais um ciclo encerrado e não me esqueço que em um texto publicado no último dia do ano 2011 eu escrevi que queria um "ANO DIFÍCIL" e aprendi que as palavras têm realmente poder.
Não quero que muitas das dores que senti em 2012 se repitam, quero um 2013 fantástico, leve e FÁCIL, MUITO FÁCIL.

Quero a leveza dos meus amigos com saúde por perto, quero sentir menos saudade, menos tristezas, menos trabalho... queria ter o direito de querer mais... queria o direito de querer a Ellen de volta.
Queria o direito de querer meu amor por perto.
Mas já que a vida decide muita coisa por nós, quero ter o direito de ser feliz, de me sentir leve.
Algumas vezes em 2012 pensei "essa merda podia acabar mesmo", mas nunca acreditei que acabasse, até porque pedi um ano difícil por tolice, prepotencia e quase não dei conta de segurar até o fim.
Permaneceram ao meu lado apenas aqueles que forçaram-me a suas presenças, ficaram poucos, restaram poucos...
Mas são estes o que quero pra sempre e esse é meu maior agradecimento... OBRIGADA SENHOR POR MANTER ESTES ANJOS POR PERTO... a eles devo minha vida...Algumas vezes meu mundo acabou em 2012, reergui, estou tentando reconstruí-lo.

Deus, permita que a Ellen esteja bem, esteja estudando, esteja evoluindo, permita que ela esteja perto quando assim puder estar e permita principalmente que se isso acontecer eu possa senti-la e diminuir a saudade da sua presença.
Não consigo escrever muito.
Só quero que seja leve.

Que seja FÁCIL.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O amor saiu de moda?


Estava ainda há pouco lendo uma crônica de um argentino chamado Jorge Luis Borges chamada "Instantes", onde ele retrata sua vida e repensa tudo aquilo que ele faria diferente ou que deixaria de fazer ou ainda tudo aquilo que ele não teve coragem e gostaria de ter feito, trata de coisas simples, trivialidades da vida como comer mais sorvete e menos lentilhas, viajar mais, ter mais problemas reais e menos imaginários... Termina sua crônica dizendo "...mas agora já tenho 85 anos e já estou morrendo."
Este assunto ganhou espaço na minha vida nos últimos tempos, tenho visitado com mais frequencia meu avô materno, portador do mal de alzheimer, que vem sofrendo as degenerações patológicas, está com quase 90 anos, e cada vez mais age como se tivesse menos idade devido a confusão cronológica causada pela doença. Com os olhos marejados transbordando pequenas gotas de lágrimas e grandes porções de saudades, faz planos e vislumbra um futuro bonito, mesmo que eu saiba que ele não terá tempo.
Tanto o escritor argentino quanto o vovô, oferecem a vida deles para que salvemos a nossa. Sempre vemos na TV, personagens de novelas em seus leitos de morte sem forças para quase nada mais, dizendo um "EU TE AMO" ensaiado há anos ou se desculpando por uma briga infantil e antiga ou até mesmo, pedindo para dar uma última volta pelo jardim...
Viver é morrer aos poucos e um dia a mais, pode ser um dia a menos, já que nosso fim é inevitável, começamos por agradecer pelo aviso prévio! Sejamos solidários e avisemos aos outros para que não deixem o amor para o último suspiro, morrer aos poucos tudo bem, mas não ser avisado é traição.
Alertem aos que estão contraindo HIV por preguiça que a pandemia já atinge um a cada 100 jovens e ainda não tem cura, aos capitalistas, avisem que dinheiro não traz felicidade (a forma em que se gasta pode até ser que sim), cutuquem forte aqueles que pensam que sonhos foram feitos apenas para sonhar, aconselhem aqueles que, por medo de ficarem sós, escolhem o parceiro ou a parceira sem análise nenhuma dos seus antecedentes... sacudam aqueles que juram amor eterno ao prato de macarrão só porque ele foi temperado com Sazon, carboidrato é comida e não carinho! Recomendem  àqueles que gosta, a dizer não as drogas e se possível conseguirem rir sem necessariamente precisar delas (o que claramente, nem sempre é fácil).
A Influenza "mortal" (H1N1), vulgo gripe suína está há tão pouco tempo no Brasil e já se aconselham, em épocas de epidemias o uso de máscaras cirúrgicas, lavar as mãos com álcool gel e estar atento a qualquer sintoma, em contraponto, apartamentos minúsculos e gradeados se proliferam pelas cidades hospedando gentes solitárias que morrem aos poucos nos braços de si mesmas...
Sabem de uma coisa?
Felizes são vovô e Borges, que não estão incólumes para ver que o amor está saindo de moda.