sábado, 30 de abril de 2011

Esperarei quanto tempo for preciso...



Encarar a vida pela frente... Sempre... Encarar a vida pela frente, e vê-la como ela é... Por fim, entendê-la e amá-la pelo que ela é... E depois deixá-la seguir... Sempre os anos entre nós, sempre os anos... Sempre o amor... Sempre a razão... Sempre o tempo... Sempre... As horas...

Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te...




Preciso te encontrar, minha imaginação vem se esforçando demais para continuar as lembranças.




A saudade é a nossa alma dizendo para onde quer voltar...

(O pôr do sol, da janela lateral).

A verdade é que não havia mais ninguém em volta...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente...




Dói.


Sangra mesmo.


Já tinham me avisado que sangraria novamente... que não seria aquela a ultima vez...

mas eu estava preparada para outra história de 3 anos... daqui talvez uns 5 anos...



Não assim.

REpentino.



Que veio como um raio.

Que foi impossível, que exigiu de mim todos os sentimentos.



MINHA FORÇA É MINHA DESGRAÇA.


Não adianta...


Não adianta Dra.Ellen... eu disse que não ia conseguir.


De tanto chamá-la de covarde, fui eu primeiro a COVARDE.


Mas que hora eu saberia se o sonho seria real?


Até quando eu sofreria?!


RESPONDE.


ATÉ QUANDO??


A teoria das substituições na vida não é nada simples.
Tem sempre que valer muito a pena.


MUITO.


E quando é que eu... eu ... teria oportunidade de provar que valeria sim a pena arriscar o mundo e sair por aí?!


QUANDO?


Quando foi que eu pedi pra fazer parte da missão desta vida uma situação dessa?
Se eu me lembrasse me mataria naquele instante.


Dra.Ellen... não me fale em arrependimentos...



EU JÁ DISSE QUE FORAM OS MELHORES SENTIMENTOS DA VIDA.


Por um instante me alegraria em passar meus olhos um segundo eterno novamente...



AI... AQUELE CRUZAR DE OLHOS QUE PARECE ETERNO...


Será que acontece novamente?





OU SERÁ QUE AMOR É UM SÓ?

Meu tempo é quando.



Não sei.






Sentia que era chegada a hora de matar aquela história que vivera tão dentro...
Sim, não vivia sozinha, fato.



Mas não poderia sair daquilo.



Era uma meia vida... como são as meias vidas... tem seu ápice e seu declínio...
Apenas outras doses levariam novamente ao ápice.
Mas decidi que não haveria outra dose.



Decidi que não ouviria mais o telefone tocar.
Negaria a voz dizendo linda, dizendo amor, dizendo depois de 3 cervejas um EU TE AMO tímido que por motivo desconhecido me fazia acreditar.



Nunca acreditei em "eu te amos" com tanta facilidade...



Mas aquele...



AI AQUELE.



Era de dentro.



Mas precisava morrer.



E era óbvio que quanto mais jovem ele fosse, mais vida eu teria após sua partida.



Foi como disse à Dra.Ellen, feliz eu ja estava pelo fato de ter sentido tão forte aquela paz...



acho que finalmente conheci o sabor de sentir AMOR... aquele com qual sonhava, aquele calmo, que não pede nada em troca, que não cobra, não implora...
Aquele que me fez viajar com a idéia fixa de que se o mundo todo pudesse simultâneamente senti-lo, a PAZ estaria instalada e não haveria mais nenhum espaço para desequilíbrios e tragédias... e talvez o mundo se tingisse em um tom claro de azul... ou de lilás...



MAS AGORA ERA PRECISO PENSAR...



E PENSANDO ERA PRECISO REALMENTE MATÁ-LO.



Assim seja.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Metade inteira chora de felicidade...



O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.

O natural também é uma pose.



O fato é que ela possuía uma graça especial, talvez o modo como se debruçava à janela, ou mesmo o jeito oblíquo de sorrir apertando os lábios, como se temesse revelar no sorriso todo o seu mundo interior. Ela é estranha. Tem olhos hipnóticos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor.

terça-feira, 26 de abril de 2011

... o resto é uma prova de paciência ...



Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.



Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.

Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.

Despertar.



Em uma única experiência a sensação de múltiplas delas... em formas, cores e sabores.



Viver pede mais brutalidade que doçura, os doces são facilmente iludidos e sofrem com maior frequência.



Mas fora tomada pela doçura infantil de passar a noite sonhando com a Disney... vivendo realísticamente as adrenalinas dos "sobe e desce" de cada carrinho, sentindo o frio na barriga de cada "arranco", de cada bilhete comprado para os inéditos brinquedos... e aquele despertar...



AI AQUELE DESPERTAR.



Assim mesmo como uma criança medrosa fecha forte os olhos e tenta retomar exatamente aquele ponto do sonho onde parou o carrinho, bem no ápice, à beira do looping mais majestoso.



Mas não era pra acontecer mesmo aquele looping majestoso.



NÃO AQUELE.



Aquele talvez fosse o looping majestoso mais proibido que a criança poderia pensar em experimentar... e por isso mesmo foi forte, talvez covarde, talvez coerente, talvez sensata e mais provável, foi tudo isso ao mesmo tempo...



Pulou para o carrinho do brinquedo ao lado para afastar de vez da sua vida o looping proibido.



E assim, no brinquedinho genérico seguiu com mini loopings e mini suspiros.



Deixando guardado na caixinha de sonhos proibidos o looping majestoso.



Mas que difícil despertar.

domingo, 24 de abril de 2011

...que nunca são efêmeras...


Vou ficar mais um pouquinho,
Para ver se acontece alguma coisa
nessa tarde de domingo.
Hoje é o tempo preu ficar devagarinho
com as coisas que eu gosto e
que eu sei que são efêmeras
e que passam perecíveis
e acabam, se despedem,
mas eu nunca me esqueço.
Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa
nessa parte do caminho.

sábado, 23 de abril de 2011

Não deixo de acreditar nas coisas porque não existem... Eu também posso me inventar para elas.


Temos o direito de fazer promessas de amor que nunca serão cumpridas. Não há graça nenhuma em falar somente aquilo que se pode fazer.

Mrs. Dalloway, Mrs. Dalloway, sempre dando festas para encobrir o silêncio!


A timidez a princípio se apossou dele, como acontece às pessoas que se surpreendem sentindo além do razoável.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

602.


Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar

Repique tocou, o surdo escutou

E o meu "corasamborim"

Cuíca gemeu
Será que era eu
Quando ela passou por mim...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Aí vou eu...




A felicidade aparece para aqueles que choram.


Para aqueles que se machucam.


Para aqueles que buscam e tentam sempre.


E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.

domingo, 17 de abril de 2011

Parece "de" mentira.

... mas é de Londrina.

sábado, 16 de abril de 2011

...mas foi tarde...


Você confunde sacrifício com covardia. Compreendo. Eu confundo amor com loucura. Cada um tem seus motivos, sua maneira de se convencer que fez o melhor, fez o que podia. Você me avisou que não tinha escolha. Nunca teria escolha. Você foi educada com a vida, pediu licença, agradeceu os presentes. Confiou que a vida logo a entenderia. E cederia. Engoliu uma palavra para dormir. Não serei vizinho de seu sobrenome. Seus nomes esperam um único nome que ficou para trás. Você não desencarnou, não se encarnou, deixou sua carne parada nas leituras. Morrer é continuar o que não foi vivido. Vai me continuar sem saber. Você foi covarde...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A maior declaração de amor é o silêncio.


Seguiu sua rotina, milimetricamente e dormiu. Quando abriu os olhos, notou que havia algo diferente. Espantou-se. Quase gritou. Fechou os olhos. Quando abriu, ainda estava diferente. Um desacordo de formas e cores e sabores. Correu para o espelho. Gritou. No lugar dos olhos a boca e da boca orelhas, das orelhas nariz e do nariz os olhos. Olhava com a boca e cheirava com os olhos. Desesperou-se. Os dedos das mãos estavam nos pés e o dos pés nas mãos. Chorou. Por um segundo no meio daquela loucura e sentiu que estava diferente, pulsava de outro jeito. Olhou para o espelho novamente e se viu outra forma. O que parecia assustador, já não estava tão feio. Acalmou-se. Experimentou possibilidades, deu um novo sentido aos seus sentidos, um novo modo de fazer as mesmas coisas. Surpreendeu-se. Sentiu que seu coração agora batia por todo o seu corpo. Sorriu.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Lágrimas não são argumentos.


Se tu me amas, ama-me baixinho

Não o grites de cima dos telhados

Deixa em paz os passarinhos

Deixa em paz a mim!

Se me queres,

enfim,

tem de ser bem devagarinho,

Amada, que a vida é breve,

e o amor mais breve ainda...

Um sopro de possibilidade.


E eu questiono: Ainda será possível viver um grande amor?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Febre, maresia e dor...


Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas

e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si,

mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu.

A pé até encontrar

Um caminho, o lugar

Pro que eu sou.

domingo, 10 de abril de 2011

Substituirei o destino pela probabilidade.


Oh sei que entrei sim. Mas assustei - me porque não sei para onde dá esta entrada.

E nunca antes eu havia me deixado levar, a menos que soubesse para o quê.


Mas perder-se também é caminho.

Prometi não tentar entender e apenas sentir.


Posso te garantir que o verão solitário me deixou mais mulher, mais leve e mais bronzeada e que, depois de sofrer muito querendo uma pessoa perfeita e uma vida de cinema, eu só quero ser feliz de um jeito simples. Hoje o céu ficou bem nublado, mas depois abriu o maior sol...

sábado, 9 de abril de 2011

São poucas as pessoas pra quem eu me explico...


Eu te amo você me ama

depois sigo em frente

deixando uma pista

e marcas recentes

em seu corpo quente

pra não me perder de vista.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A vida conduzida por um fio de música.


Se é só isso que podemos ter,

Que seja forte.

Que seja único.

Tão íntimo quanto ouvirmos a mesma melodia,

Tendo o mesmo - esplêndido - pensamento.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Nada paga estar livre do mal... amém.


Tudo já se foi Amizade, carinho e amor Não há mais por que lutar Minhas mãos estão cansadas Não vou mais lhe segurar Vou deixar que você se vá...

E você amor? O que? O que você fez???


Despedacei meu ego, levantei nossa bandeira Me julguei egoísta, fui contra a seu favor. Chorei, chorei, chorei até faltar vazio em mim. Fui no fundo, no profundo do meu âmago. Pra merecer teus carinhos, teus gemidos, tua língua, teu prazer, teu sorriso, tua atenção, teu apreço. Pra me sentir mulher, me fiz criança.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Todo o fervor posto no descritivo conduz ao exagero.


Não há nada mais raro no mundo que a vontade;

e, no entanto, a escassa porção de

vontade que é concedida aos homens

chega para virar todos os seus juízos.

As pessoas são muitas vezes

escravas da sua arbitrariedade,

mesmo em si próprias;

mas é espantoso que elas saibam tão

raramente aplicar a sua vontade.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mato, não confesso e repito os rituais.


Repassei os olhos pelos meus namoros e casamentos. Permiti que o amor morresse. Eu o vi indo para o mar de noite e não socorri. Eu vi que ele poderia escorregar dos andares da memória e não apressei o corrimão. Não avisei o amor no primeiro sinal de fraqueza. No primeiro acidente. Aceitei que desmoronasse, não levantei as ruínas sobre o passado. Fui orgulhoso e não me arrependi. Meu orgulho não salvou ninguém. O orgulho não salva, o orgulho coleciona mortos.

domingo, 3 de abril de 2011

...ausente de braços tento te abraçar...


O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno voo e cai sem graça no chão.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

As vezes é tão fraco ser humano.


Leite, leitura letras, literatura, tudo o que passa, tudo o que dura tudo o que duramente passa tudo o que passageiramente dura tudo,tudo,tudo não passa de caricatura de você, minha amargura de ver que viver não tem cura...