quarta-feira, 11 de julho de 2012

E então ela realmente se foi...
Despediu-se dos vizinhos, dos de lá e dos daqui, foi mais uma vez ver a velha senhora que curou seu umbigo e furou suas orelhas quando nasceu.

Abanou a mão para os velhos amigos e fechou a mala, como quem vira uma página.
Olhou pra trás, olhou a casa, sentiu-se ali dentro... e percorreu os olhos pela rua onde foi criada, cada casa, cada caso, cada tijolo...
E naquele momento sentiu que dali em diante, nada mais seria como antes, e chorou, fazendo sentir daqui a dor daquele coração tão puro e perfeito.
E o futuro vinha rápido, engolindo o passado, mesmo que ele fosse mais presente que qualquer outra coisa do mundo... e ela se sentia no meio, como se estivesse na metade do caminho, entre o antes e o depois.

Entre a felicidade certa e aquilo que ela esperava da felicidade. Entre aquela vida planejada, esperada, digerida e aquele gosto delicioso e assustador da novidade.E mesmo sem saber o que fazer, ela se foi...
Mas só depois de olhar pra trás.

Um comentário:

Anônimo disse...

As coisas que parecem ter passado são as que nunca acabam de passar.