
O que me interessa no amor, não é apenas o que ele me dá, mas principalmente, o que ele tira de mim: a carência, a ilusão de autossuficiência, a solidão maciça, a boemia exacerbada para suprir vazios. Ele me tira essa disponibilidade eterna para qualquer um, para qualquer coisa, a qualquer hora. O amor tira de mim a armadura, pois não consigo controlar a vulnerabilidade que vem com ele. E é por isso que o amor me assombra tanto quanto delicia.
Porque eu não posso fingir que quero estar sozinha quando o meu ser transborda companhia...
3 comentários:
De tanto não poder dizer,
Meus olhos deram de falar.
Só falta você ouvir...
"Ainda me viro
e me vejo
pronta a te chamar
a te contar
que aprendi hoje
coisas que você soube
ainda te vejo
em cada bicho
em cada pensamento
me surpreendo olhando
com teus olhos de pesquisa
e o que vejo
vira beleza
ainda te sinto
em tudo que permanece
como se tua pressa
de vida que se extingue
ficasse um pouco em tudo
ainda"...
Na busca constante por aquilo que nem sei mais, me encontro aqui parada, perplexa e fluida. Congelada na imagem e sufocada pelas linhas.
Ausência sentida
É ausência querida.
Há um pouco de querer
Um pouco de sofrer.
Há tanto a dizer
E pouco a entender...
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