sexta-feira, 24 de junho de 2011

Não sei me despedir de você...




O amor não lembra do que precisa. Amor é não precisar de nada. É precisar do que acontece depois do nada, ainda que não aconteça. O amor confunde para se chegar ao mistério. Embaralha para não se ouvir. Perde-se no próprio amor a capacidade de amar. Amor é comer a fruta do chão. O chão da fruta. O amor queima os papéis, os compromissos, os telefones onde havia nomes. O amor não se demora em versos, se demora no assobio do que poderia ser um verso. O amor é uma amizade que não foi compreendida, uma lealdade que foi quebrada.

O amor é um desencontro por dentro.

Um comentário:

Anônimo disse...

Há mesmo de ser um desencontro encontrado... eu também não soube me despedir um dia.. só me fui para longe fisicamente, porém a sensação que tenho é que existe um fio que me liga a essa alma e não tenho como corta-lo.. se fizesse mataria um pedaço de mim mesma.
Fique com eu pensamento de que no final.. Tudo termina em amor...