quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Espasmos de ternura sem fim!


O que será que me dá

Que me queima por dentro será que me dá

Que me perturba o sono será que me dá

Que todos os ardores me vem atiçar

Que todos os tremores me vem agitar

E todos os suores me vem encharcar

E todos os meus nervos estão a rogar

E todos os meus órgãos estão a clamar

E uma aflição medonha me faz suplicar

O que não tem vergonha nem nunca terá

O que não tem governo nem nunca terá

O que não tem juízo

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