
Um grão de areia no meio da praia
imagem de um tempo
que o céu refletia.
Banhei-me no mar
com a alma lavada
avancei na brisa
que se repetia.
Ouvi as canções
que já nem lembrava
cantei-as de novo
com a voz elevada.
Mas o canto falhou
e escorreu no meu rosto
sincera e discreta
uma gota salgada.
Foi então que eu vi
que o pranto tem gosto de mar
e o canto não há de apagar
o som das ondas que vivi.
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