terça-feira, 5 de junho de 2007

Não há...


Um grão de areia no meio da praia

imagem de um tempo

que o céu refletia.

Banhei-me no mar

com a alma lavada

avancei na brisa

que se repetia.

Ouvi as canções

que já nem lembrava

cantei-as de novo

com a voz elevada.

Mas o canto falhou

e escorreu no meu rosto

sincera e discreta

uma gota salgada.

Foi então que eu vi

que o pranto tem gosto de mar

e o canto não há de apagar

o som das ondas que vivi.

Nenhum comentário: